sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água límpida sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.


.Caio Fernando Abreu

sábado, 24 de dezembro de 2011

Calos na língua; de calar.
            Alguma coisa entre a piscina
e a pia.
            Um hiato a menos.

3 comentários:

  1. Legal seu blog!!
    Adorei.. seguindo vc aqui e,
    te convido a conhecer o meu: http://belezaeatragedia.blogspot.com/

    Segue lá tbm, bjos!!!

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  2. Encontrei seu blog e é uma honra estar a ver e ler o que escreveu,gostei da sua apresentação, e isso me chamou á atenção li com cuidado para bem entender.Deu a entender que é fragil, mas ao mesmo tempo que precisa de falar dar-se com outras pessoas, seu poema tenho calos...de estar calada...Olhe eu aproveito para falar um pouco consigo.Gosto do seu blog por isso fiquei um pouco.
    Quero aproveitar a oportunidade para partilhar o meu blog : Peregrino E Servo. Vou ficar muito feliz se tiver a gentileza de fazer uma visita ao meu blog.
    PS. Se seguir, fique a saber que irei seguir também seu blog, se o conseguir encontrar.
    António Batalha.

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Speak my tongue.